sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Custos Logísticos

Os custos logísticos representam um tipo de custo muito significativo dentro das empresas que são identificados nos estoques, inventário, embalagem, fluxo de informações, movimentação, aspectos legais, planejamento operacional, armazenagem e serviço ao cliente, até suprimentos, transportes e planejamento estratégico. A ABML estima que o custo logístico em uma empresa pode equivaler a 19% do seu faturamento. Assim é de suma importância para a empresa saber identificar e mensurar esse tipo de custo que pode significar muitas vezes a própria existência da empresa.
No passado, as empresas calculavam os custos de um produto, apenas somando a matéria prima utilizada, esquecendo da mão de obra, energia elétrica, espaço, transporte e outros, obtendo assim um falso lucro.
A necessidade de adoção pelas companhias de uma abordagem integrada para o gerenciamento de informações dos custos, da produção até a distribuição, desencadeou mudanças nos sistemas convencionais da contabilidade de custos, deixando para trás sua metodologia tradicional, com o objetivo de identificação dos reais custos de produção até sua distribuição final.
A falta de informações sobre custos e uma das maiores causas para a dificuldade que muitas companhias tem no processo de adoção de uma abordagem integrada para a logística e para o gerenciamento de distribuição. A contratação de um especialista pode ser vital para a empresa.
O gerenciamento de custos logísticos pode ser mais ou menos focado de acordo com o objetivo desejado.Desta maneira, é possível desenvolver um sistema para atender apenas uma atividade, um conjunto de atividades ou até mesmo todas atividades logísticas da empresa. No entanto, é importante perceber que o aumento do escopo pode repercutir na falta de foco. Daí a necessidade de direcionar o sistema para o tipo de controle ou decisão que se pretende apoiar.
No nosso país, os grandes empecilhos à produtividade e à conseqüente redução de custos logísticos estão na infra-estrutura, principalmente de transportes, portuária e alfandegária, e os impostos em cascata, que inviabilizam muitas soluções logísticas.


Custo de Armazenagem

São aqueles aplicados nas estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos adequadamente. Podemos citar como exemplo, aluguel de armazenagem, aquisições de paletes, custo com pessoal de armazenagem, etc. Os custos de armazenagem são gerados pela produção que não e vendida, assim ira impactar negativamente o resultado.O armazenamento consome espaço, demanda movimentação dentro da fabrica, pode danificar o material, e torná-lo obsoleto, gerando custo de manutenção do capital.

Custos com Estoques

São aqueles gerados a partir da necessidade de estocar os materiais. Investir em estoque custa dinheiro, empata capital e enfatiza a questão do custo de oportunidade, que nada mais e do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. Além disso os estoques podem prejudicar o fluxo da produção. A decisão de manter estoques pode ocultar problemas, dificultar o controle, ocultar os desequilíbrios existentes na capacidade das instalações, minimizando assim as possibilidades de melhora.Existem também outros custos com estoques como as perdas e roubos, a própria depreciação dos materiais, etc. 

Para reduzir os custos de armazenagem e estoques é necessário: reduzir o lead time de produção e abastecimento; sincronizar as entregas de materiais e componentes com o setor produtivo; maior rapidez no recebimento dos pedidos e criação de um network informativo; concretização e integração das bases de distribuição física; redução dos tempos de planejamento da produção e elaboração de planos a ciclos breves.
Custo com Transporte

Em quase todas as empresas, esse custo incide de 1 a 2% sobre o faturamento total; de acordo com os produtos ou clientes; às vezes, chega-se a 7%. Esse custo geralmente da origem às despesas com frete que esta incluída no preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas custos com transportes. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, manutenção, etc. É importante também que se diga que os custos de transportes representam 59% dos custos logísticos, seguido pelos custos gerais (juros, impostos, obsolescência, depreciação, seguros), com 28%, e outros custos (armazenagem, despacho, administração), de 13%.


No suprimento, uma ferramenta de custeio pode favorecer no critério de seleção de fornecedores, na definição dos tamanhos dos lotes de compras e na determinação da política de estoques. No passado, a função compras era avaliada em função do preço de compra dos insumos. Desta forma, sua preocupação estava voltada para obter o menor preço, e o serviço prestado por esses fornecedores era colocado em segundo plano. Assim muitas vezes as empresas eram obrigadas a trabalhar com elevados níveis de estoques, a fim de garantir o suprimento da linha de produção.

Hoje o preço de compra, passa a ser visto apenas como um dos custos de aquisição, que considera os custos de colocação do pedido, transporte, recebimento e estoque de materiais. Desta maneira, é possível identificar fornecedores, que mesmo não sendo lideres em preço consigam oferecer um produto a um custo mais baixo, por oferecer um sistema com maior freqüência de entregas, alta disponibilidades de produtos e menor índice de devoluções.

Na produção – para a logística, a ferramenta de custos de produção deve estar voltada às necessidades do planejamento e controle da produção, a fim, de apoiar decisões referentes aos tamanhos de lotes e alocação da produção entre as plantas e as linhas de produção.

Para isso, o sistema deve possibilitar a simulação de diferentes políticas de produção para perceber como se comportam os custos diante destas modificações. Alem disso, este sistema deve alocar os custos indiretos de maneira não distorcida para que se possa custear os produtos e assim mensurar a rentabilidade não só dos produtos, como também dos clientes.

Na distribuição física – pode ser um sistema abrangendo todas as atividades desde a saída da linha de produção até a entrega. O importante neste tipo de sistema e conseguir o rastreamento dos custos através da estrutura logística, evitando o rateio indiscriminado de custos. Assim é possível mensurar custos dos canais de distribuição dos clientes e até mesmo das entregas.

Esta informação é primordial para analises de rentabilidade, que por sua vez deve ser utilizada pelo pessoal da área comercial no processo de segmentação da carteira de clientes. Desta forma o nível de serviço pode ser estabelecido não só em função da necessidade dos clientes, mas também em função da rentabilidade que esses propiciam para a organização.
A relevância de uma atividade no processo logístico e a sua necessidade de controle pode fazer com que seja desenvolvida uma ferramenta de custos focada numa função especifica. No caso da distribuição física, muitas vezes o transporte tem esse destaque, principalmente quando é necessário remunerar os transportadores e cobrar a conta do cliente.

Conforme já foi observada, a grande dificuldade de se custear as atividades logísticas esta ligada à alta proporção de custos indiretos e à grande segmentação de produtos e serviços. Alem de investir na formação do ser humano, e preciso investir em automação, em sistemas que reduzam a possibilidade de erros e avarias, reduzindo desperdícios, ineficiências e redundâncias. Para que haja eficácia e eficiência no processo, bem como na empresa de forma global, e necessário que haja um trabalho integrado entre as áreas operacionais, para que, todos os desperdícios e custos logísticos escondidos existentes, sejam identificados, mensurados, informados, e posteriormente, minimizados e/ou eliminados, para tentar alavancar e sustentar vantagem competitiva em seus segmentos.
Resta para as empresas entender que os Custos logísticos devem ser bem dimensionados e controlados, pois se antes a concorrência se resumia somente entre as empresas, hoje se dá entre as cadeias produtivas. Será mais competitiva aquela que apresentar melhor qualidade e menor preço para o consumidor.

Fonte: Techoje, Autores: Ana Cristina de Faria / Masyuki Nakagawa

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Mar Mediterrâneo é o mais contaminado do mundo

O mar Mediterrâneo é o mais contaminado por petróleo no mundo, com 38 miligramas por metro cúbico. E há risco desta situação se agravar ainda mais, já que 20% do transporte de produtos petrolíferos passam por lá, além de 2 mil barcos, 1,5 mil cargueiros e 2 mil embarcações comerciais por dia.
Os números foram divulgados na Goletta Verde Straordinaria, edição especial da célebre campanha da Legambiente, que seguirá a última viagem do navio Costa Concórdia, que deixou a ilha de Giglio após mais de dois anos encalhado.
Na Marciana Marina, na ilha de Elba, será discutido com diversos especialistas o risco de derramamento de óleo no qual o mar Mediterrâneo é exposto todos os dias.
Um fenômeno dramático, como mostra também dados da Unep Map, o programa das Organizações das Nações Unidas (ONU) pelo cuidado do Mediterrâneo.
"A fim de ter uma base para comparação, basta pensar que a quantidade de hidrocarbonetos lançada no mar após o incidente da petrolífera Haven, ocorrido em Lingúria em 1991, foi de cerca de 140 mil toneladas", diz uma nota da Legambiente.
As causas deste contínuo desastre ambiental, além dos grandes incidentes, encontram-se em práticas ilegais cada vez mais praticadas. O mar italiano está exposto, também, a riscos derivados das atividades de extrações de petróleo.
"Nos mar italiano há nove plataformas e 68 poços petrolíferos e nos próximos anos os números poderão crescer", explica Giorgio Zampetti, responsável científico nacional da Legambiente.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Cuidados na Distribuição de Cargas dentro dos veículos

 
 

A correta distribuição das cargas nos veículos não só garante uma viagem segura e econômica, como também ajuda a diminuir o desgaste do caminhão e peças e até o valor do seguro
A segurança nas estradas não está ligada somente às boas condições das vias ou do caminhão. Existem diversos outros fatores que interferem nessa variável e que precisam ser levados em conta na hora de seguir viagem.
Nesse sentido, um dos pontos de atenção deve ser a correta distribuição das cargas nos veículos, a fim de garantir uma viagem segura e econômica. Quando a distribuição das cargas não é adequada, são inúmeros os prejuízos para o motorista ou transportadora, que vão desde a sobrecarga nos eixos, desgaste prematuro componentes, como os pneus, freios, eixos, molas, amortecedores etc., até o aumento do consumo de combustível, sem falar da má instabilidade do veículo.
“A distribuição e amarração corretas das cargas nos caminhões são fatores responsáveis por manter a segurança dos veículos comerciais nas estradas. Os veículos são projetados para trabalhar e oferecer o melhor desempenho, considerando tolerâncias nas condições de uso. A falta de controle na distribuição da carga prejudica a suspensão dos caminhões, o espaço de frenagem, balanceamento e manutenções em gerais. Tudo isso pode comprometer ainda a estabilidade e dirigibilidade do veículo. Além do caminhão, a má distribuição da carga provoca danos na pavimentação das estradas, devido à sobrecarga e à ocorrência de acidentes envolvendo veículo e pessoas”, reforça Ricardo Yada, supervisor de Marketing de Produto – Caminhões, da MAN Latin America.
Na verdade, quando a carga está devidamente colocada, o centro de gravidade distribui igualmente os pesos entre os pneus dianteiros e traseiros, não danificando o caminhão.
Yada lembra que, atualmente, existem no mercado cálculos de distribuição de carga por eixo, que são realizados para indicar a melhor distribuição de acordo com o centro de gravidade da carga.
“Da mesma forma, a amarração da carga também é um item igualmente importante para o transporte rodoviário. A correta amarração evita que a carga sofra movimentos na carroceria em curvas acentuadas ou freadas bruscas de emergência durante uma viagem. Esses movimentos podem comprometer a distribuição e, nos piores casos, arremessar a  carga para fora do veículo, podendo provocar acidentes mais graves, como o tombamento do caminhão”, lembra Yada.
Erros comuns
Em se tratando de distribuição e amarração de cargas, os erros mais comuns registrados ocorrem, principalmente, pela falta de conhecimento do caminhoneiro ou transportador, despreparo na utilização dos equipamentos de amarração de carga, como correntes de aço e cintas de poliéster, e vícios adquiridos ao logo do tempo. Muitos motoristas ainda insistem em justificar alguns “vícios” com a conhecida frase: “eu sempre amarrei a carga dessa forma e nunca aconteceu nada comigo”.
“A correta distribuição/amarração de carga contribui para que o material transportado não sofra nenhuma avaria e trafegue no modal sem interferências. Quando se tem a distribuição correta de peso sobre os eixos do caminhão, o veículo fica adequado para trafegar conforme padrão estabelecido nas rodovias, evitando multas e sobretaxas. Porém, o maior benefício de uma correta distribuição de cargas é a segurança na operação, a salvaguarda da vida humana, principalmente”, destaca Gustavo Cassiolato, diretor da Rigging Brasil.
Além da proteção à vida e diminuição de acidentes, o planejamento da distribuição de cargas ajuda a reduzir o valor do seguro.
“No estudo para amarrar a carga corretamente são levantados os materiais adequados para se promover uma amarração segura, fazendo com que o cliente não tenha nenhum problema e, consequentemente, nenhum sinistro. Esse tipo de trabalho diminui o volume de sinistros, assim como a negativação do cliente pelas seguradoras. Além disso, tal ação é um indicativo de que a empresa se preocupa com a qualidade do transporte oferecido, gerando uma melhor avaliação pelas seguradoras”, explica Cassiolato.
Segundo ele, como cada carga possui características diferentes, é fundamental que no planejamento se estabeleça sempre um modelo de amarração de carga para cada tipo de material a ser transportado. “Caso haja no mesmo transporte mais de uma mercadoria, pode-se utilizar um mix de dispositivos, fazendo com que a estabilidade e a segurança da fixação sejam preservadas”, recomenda o diretor.
O que analisar na distribuição das cargas
De acordo com o diretor da Rigging Brasil, na operação de distribuição das cargas existem pontos fundamentais que precisam ser analisados:
Distribuição do peso
O centro de gravidade deve ser tão baixo quanto possível, de modo a se obter a melhor estabilidade possível quando o veículo trava, acelera ou muda de direção.
As mercadorias pesadas, em particular, devem ser colocadas o mais baixo e o mais perto possível do centro da plataforma do veículo.
Resistência da embalagem
A carga com embalagem pouco resistente é, geralmente, leve. Por esse motivo, as cargas com embalagens mais frágeis podem ser, normalmente, colocadas nas camadas superiores sem criarem problemas de distribuição de peso. Se isso não for possível, a carga deve ser separada em diferentes seções de carga.
Travamento
Utilizando uma combinação adequada de vários tamanhos de embalagens retangulares, é possível obter com facilidade um sistema de travamento satisfatório contra o painel de proteção da cabina, os painéis laterais e o painel traseiro.
Material de enchimento
Os espaços vazios que possam resultar das diferenças de tamanho e de forma das unidades de carga devem ser preenchidos, a fim de proporcionar sustentação e estabilidade suficientes à carga.
Paletização
As paletes permitem que partes individuais da carga e mercadorias de dimensões e natureza idênticas possam constituir unidades de carga. A carga em paletes pode ser manuseada mais facilmente por meios mecânicos, o que reduz o esforço necessário para manusear e transportar.
Melhor aproveitamento do transporte
Atualmente, existem no Brasil carrocerias específicas para o transporte rodoviário, que são projetadas para oferecer o máximo de segurança e maximização de carga para o melhor aproveitamento do transporte.
Bebidas ou líquidos em geral
Para o transporte desse tipo de mercadoria, normalmente, utilizam-se tanques. Nesse caso, a atenção deve ser sempre para o volume ocupado, onde espaços vazios dentro dos tanques podem fazer com que a carga mova-se ao se acelerar, desacelerar ou mudar de direção o veículo. O comportamento dinâmico do veículo é afetado e pode tornar-se instável ao ponto de ficar incontrolável e causar um acidente, como, por exemplo, o capotamento do veículo. 
Medicamentos
Medicamentos são cargas muito frágeis, que, na maioria das vezes, são armazenadas em embalagens com maior resistência e preenchidos com materiais específicos, como sacos de ar, papéis, isopor, entre outros. Sendo assim, deve-se promover uma amarração nas embalagens que possuem maior resistência.
Alimentos sólidos
Iguais aos medicamentos, porém, nas embalagens toda a caixa é preenchida, apresentando a informação da capacidade máxima para empilhamento.
Vidro
Para pequenas quantidades, dispositivos metálicos são chumbados à carroceria dos caminhões (normalmente, pickups e vans) com a utilização de mantas de borracha e feltros, para evitarem o contato das peças e aumentarem o atrito entre elas. Deve-se transportar os mesmos em pé com uma inclinação muito pequena.
Veículos
A resolução do Contran 305 informa que os caminhões “cegonheiros” devem possuir um sistema composto por cintas de amarração, porém, não especifica as características que devem ser adotadas. Com isso, o que se vê são muitos casos de materiais inadequados sendo utilizados para fixar os carros nas carrocerias. Estes veículos devem possuir pontos de amarração adequados em termos de número, posição e resistência.
Cargas indivisíveis
Cargas indivisíveis possuem uma particularidade. Cada tipo de carga tem uma dimensão específica e, consequentemente, um centro de gravidade diferenciado que deve ser levado em consideração para poder analisar a amarração adequada.
Esse tipo de carga, normalmente, vem acompanhada por um manual de amarração ou por um projeto de amarração de carga, em que o fabricante do equipamento indica a posição adequada e os dispositivos necessários para se garantir o transporte correto do material.
“Está para ser regulamentado um curso obrigatório a condutores de veículos de cargas indivisíveis. Um dos temas abordados é a amarração de cargas. Esse curso irá contribuir para uma considerável evolução do conhecimento dos condutores e oferecer maior segurança as operações”, revela Gustavo Cassiolato, diretor da Rigging Brasil.
Carga viva
O Código de Trânsito Brasileiro não permite o transporte de aves, cavalos e bovinos, suínos, ovinos e caprinos em camionetas. O veículo deve sempre possuir as devidas ventilações no compartimento do animal, isso em caso de baús. Em caso de gaiolas, deve-se cobrir com lonas para evitar chuvas e insolações. Não é executado nenhum tipo de amarração de cargas, porém, as medidas adotadas para garantir uma maior estabilidade do animal no veículo são: promover um piso antiderrapante e acondicionar o animal em um local com dimensões próximas as suas para auxiliar o escoramento do mesmo no transporte.
Chapas metálicas planas
Quando são transportadas chapas ou folhas laminadas de vários tamanhos, as de menor dimensão devem, normalmente, ser carregadas em cima e na parte da frente do veículo contra o painel de proteção da cabine ou outro dispositivo de travamento, de modo que não possam oscilar frontalmente.
As chapas metálicas “oleadas” devem ser agrupadas. Para efeitos de condicionamento da carga, estes grupos devem ser tratados como caixas comuns. As chapas planas podem, por vezes, ser carregadas e fixadas nos paletes. A quantidade e o espaçamento podem variar de acordo com as dimensões e peso das chapas metálicas.
Tratores
O transporte de tratores pode ser feito por meio de reboques ou semirrreboques, contendo dispositivos para fixação no piso, além de rampa para carga e descarga. Normalmente, os equipamentos possuem uma marcação de onde deve ser executada a amarração da carga, porém, normalmente, não são utilizados equipamentos específicos para essa finalidade – subdimensionando o sistema.
Fonte: Rigging Brasil via Portal de Notícias Na Boléia

terça-feira, 22 de julho de 2014

TCP inicia operação de portêineres em novo cais

Equipamentos apresentam capacidade para atender navios com até 51 m de largura e 368 m de comprimento.
O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) iniciou, na primeira quinzena de julho, a operação de dois dos quatro porteinêres adquiridos em maio e instalados no novo cais de atracação do terminal, inaugurado no final junho. Os equipamentos têm capacidade para movimentar a carga de navios com até 23 fileiras de contêineres, atendendo embarcações de até 51 metros de largura e 368 de comprimento, padrão do novo canal do Panamá. A primeira operação, de carga e descarga do navio panamenho MSC Abidjar, teve início no dia 10 de julho, às 15 horas, e terminou às 2 horas da manhã do dia seguinte. Os dois porteinêres realizaram aproximadamente 904 movimentos em aproximadamente 10 horas, atingindo uma produtividade média de 87 mph (movimentos por hora).
“Os números iniciais são muitos positivos. A produtividade média do TCP atualmente é de 85 mph, que já é a maior do Brasil”, afirma o diretor-superintendente Comercial do terminal, Juarez Moraes e Silva.
Com o início da operação dos porteinêres, o TCP passa a ser o terminal do Sul do Brasil com o maior número de equipamentos desse tipo: nove no total. A utilização dos outros dois porteinêres está prevista já para o final de julho.
Tecnologística, Disponível em: http://www.tecnologistica.com.br/destaque/tcp-inicia-operacao-porteineres-cais/   Acesso em: 22 Julho 2014

IS Logística economiza 25% com implantação de oficina própria

A implantação da oficina na empresa resultou na redução do valor do frete cobrado ao cliente e 25% nos gastos internos.

Terceirizar o serviço de manutenção preventiva em uma frota de 127 veículos não era mais uma solução que beneficiasse o negócio, segundo Thiago Oliveira, presidente da IS Logística, especializada no transporte e logística de documentações corporativas via malote. O empreendedor buscou, então, uma alternativa para que sua frota, composta por carros de passeio, vans e pequenos caminhões, que transportam, diariamente, 8.500 coletas e entregas B2B, não dependesse da disponibilidade de uma oficina para receber serviços de mecânica ou reparos eventuais.
A saída encontrada por Oliveira foi implantar na sede da IS, em São Paulo, uma oficina própria, a fim de aproveitar os dias de rodízio, uma vez que os veículos ficam parados. O serviço oferece troca de óleo e filtro de ar, substituição de correia dentada, calibragem de pneus, além de pequenos reparos na lataria. “Conseguimos economizar 25% dos gastos que tínhamos com a oficina terceirizada. Exemplo disso é a manutenção feita uma vez por semana, o que resulta no declínio de veículos com problemas mecânicos. A ação também visa contribuir com a segurança dos nossos motoristas. Acredito que todos foram beneficiados com a implantação, até a nossa carteira de clientes, que hoje paga fretes mais baratos”, destaca o presidente.
Além da economia gerada para os clientes com a implantação da oficina, a IS Logística também trabalha com transporte compartilhado, responsável por fracionar os custos da operação e reduzir o valor final do serviço. “Com relação a todas as melhorias que buscamos para a IS, analisamos o quanto ela impactará no cliente, como em termos financeiros ou de aperfeiçoamento dos serviços. A oficina mecânica própria, por exemplo, beneficiou o nosso negócio e também trouxe ganhos para quem nos contrata”, completa Oliveira.

Revista Mundo Logístico, Disponível em: http://www.revistamundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=1547, Acesso em: 22 Julho 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

SISTEMAS DE GESTÃO DA SEGURANÇA NA CADEIA LOGÍSTICA

SISTEMAS DE GESTÃO DA SEGURANÇA NA CADEIA LOGÍSTICA: UM
INVESTIMENTO OPORTUNO

A implementação de um sistema de segurança na cadeia logística tem como objetivo garantir que as empresas mantenham seus processos de acordo com padrões internacionais, com foco na qualidade e segurança. Tais sistemas de gerenciamento da cadeia logística, geralmente, cobrem aspectos comuns com outros sistemas, como o compromisso de gestão, políticas e metas, a nomeação de um líder ou representante, o estabelecimento dos papéis e responsabilidades de cada área, bem como os mecanismos de monitoramento e controle, incluindo comunicação, treinamento, acompanhamento, auditoria e revisão pela empresa.
Uma contribuição importante desses sistemas é que buscam cobrir também itens específicos e que contemplam a revisão dos parceiros de comerciais (clientes e fornecedores), a segurança da mercadoria, pessoal (ter pessoal de confiança), física das instalações e dos equipamentos, além do controle de acesso e da segurança da informação, de processo e a antecipada identificação e comunicação de incidentes, que podem afetar a imagem e os interesses da empresa.
Sendo assim, a adoção de um sistema desse tipo pode ajudar a empresa na redução de perdas, na continuidade do negócio, na otimização das operações (ajuste de tempos) e na redução do perfil de risco. Com isso, fortalece suas políticas internas e parceiros comerciais confiáveis e competentes, além de agregar a melhoria contínua dos processos, identificando e controlando as não conformidades encontradas nos parceiros comerciais, sempre com a meta de mitigá-las. É possível, ainda, identificar competências e capacidades que as empresas estão utilizando para aumentar a segurança da cadeia logística.
Também é importante registrar que esse sistema poderá cooperar e fortalecer os controles preventivos para as regras de Lei Anticorrupção (nº 12.846), em vigor no país desde 1º de agosto de 2013, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, além de dar outras providências. Essa Lei, inclusive, transfere o ônus de vigilância da integridade nas operações aduaneiras para o setor privado.
O retorno do investimento em sistemas de segurança da cadeia logística
Ao iniciar os estudos no tema de segurança da cadeia logística em 2007, era comum encontrar, na maioria das áreas de uma empresa, alguma resistência à adoção de normas ou ainda um sentimento de que não era fácil de ser feito, com dificuldades em entender seu benefício. O mercado vem mudando, porém ainda hoje podemos encontrar essa mesma percepção por alguns executivos.
Então, imagine o seu nome ou logomarca ligados a um evento criminoso ou a um ato ilícito publicado em todos os meios de comunicação, sem possuir mecanismos adequados para demonstrar que era fortuito e que a sua empresa cumpre a legislação e tem salvaguardas para essas e futuras ocorrências. Custos implícitos poderão superar o investimento inicial necessário para a implementação de um sistema de segurança na cadeia logística.
Um ponto bastante acompanhado são as medidas de salvaguardas apresentadas pelas empresas. Em muitos casos, estas são inseridas sem prévia análise de risco, o que realmente determina a probabilidade de ocorrência de um evento e, às vezes, as medidas de segurança são baseadas em simplesmente colocar muitos dispositivos, independentemente de sua vulnerabilidade.
Nenhuma surpresa ao encontrar uma câmera muito avançada que pode ser cancelada completamente ao cortar a eletricidade ou, pior, que não está funcionando corretamente pela falta de manutenção ou, ainda, apontada para locais sem movimentação operacional. E por que isso acontece? Porque uma análise preliminar dos riscos não é realizada e, por essa razão, há empresas que não conseguem proteger suas áreas mais vulneráveis.
Para proteger a empresa de forma eficiente, o primeiro passo é a realização de uma análise de risco das operações. Às vezes, os incidentes acontecem pela fraca ou falta de formação administrativa que a leva a assumir riscos que podem prejudicá-la posteriormente.
Dicas úteis
- Alinhar os planos de segurança-logística com os planos de negócios da empresa (é uma sábia decisão).
- Desenvolver um planejamento do início ao fim (se se sabe o que fazer, saberá em tempo como solicitar recursos).
- Lembre-se de priorizar os gastos e investimentos.
- Demonstrar com os números como os investimentos trouxeram frutos.
Os sistemas de segurança da cadeia logística orientam também a se formarem indicadores de gestão, nos quais se registram os incidentes para poder demonstrar a queda dos riscos operacionais. Dessa maneira, é fundamental adotar uma estratégia focada na prevenção, em que a empresa se torne capaz de identificar os potenciais riscos que ameaçam a sua operação e estabelecer critérios de proteção que contribuem para a segurança de seus processos e da cadeia logística como um todo. Para tanto, é preciso investir em tempo e reduzir as ocorrências resultantes de custos mais elevados, para permitir a continuidade das operações e dos negócios.

DANIEL GOBBI COSTA
Formado em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior e com especialização na área de Logística.

Tecon Rio Grande implanta sistema de leitura não invasiva de cargas

Para ser implantado, investimento foi de aproximadamente R$ 4,0 milhões

O Tecon Rio Grande implantou um sistema de inspeção não invasiva de cargas, que está em operação desde semana passada. De acordo com a Portaria 26, de 23 de junho de 2014, da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande, obrigatoriamente todas as unidades de carga que seguirem via exportação, as importações (incluindo DTA’s), além das especiais, perigosas, e todas solicitadas pela Receita Federal, deverão passar pelo escaneamento digital.
O investimento foi de aproximadamente R$ 4,0 milhões para ser implantado e permite a identificação das cargas sem a necessidade da abertura dos contêineres. Desta forma, riscos como incidentes e avarias de cargas são reduzidos de forma significativa. O scanner realiza uma leitura óptica da carga, que resulta em imagens que são enviadas, em tempo real, para o COV (Centro Operacional de Vigilância), da Receita Federal, permitindo aos técnicos e fiscais saber, antecipadamente, quais produtos estão contidos nos contêineres. O sistema funciona de forma ininterrupta, 24h por dia, todos os dias da semana, permitindo-se obter mais segurança e agilidade na entrada e saída de cargas do terminal.

Guia Marítimo

Sistema de Leitura Não Invasiva de Cargas

Instalação de scanner óptico atende às exigências da Receita Federal para a inspeção de contêineres
O Tecon Rio Grande, terminal de contêineres da Wilson Sons localizado no Porto do Rio Grande (RS), passou a operar, com um scanner óptico para a inspeção não invasiva de cargas. A novidade realiza a identificação do conteúdo dos contêineres sem que seja necessária sua abertura.
A companhia investiu aproximadamente R$ 4,5 milhões na aquisição do equipamento, cujo fabricante não foi revelado. O sistema de inspeção atende às exigências da Receita Federal, que determina o escaneamento digital de todas as unidades de carga de exportação, importação, especiais e perigosas, além de solicitações pontuais.
                                             Tecon Rio Grande

O scanner realiza a identificação óptica da carga dentro do contêiner durante a passagem do caminhão pelo pórtico de leitura. As imagens geradas são enviadas em tempo real para o Centro Operacional de Vigilância (COV) da Receita. O sistema funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, todos os dias da semana.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Roubo de carga é problema na área de Campinas


08/07/2014 - FOLHA DE S. PAULO

 
A região de Campinas (a 93 km de São Paulo) é considerada pela polícia paulista como uma das mais problemáticas com relação a roubo de cargas, o que já lhe rendeu a alcunha de "triângulo das bermudas".

Só no ano passado, foram registrados 657 crimes desse tipo na região, o que representou aumento de 55% em comparação com 2012 (com 425 casos).

Embora represente menos de 10% dos crimes registrados no Estado, a preocupação dos policiais é motivada pela organização de quadrilhas que agem na área e por haver ações de grande porte.

Já houve registro, na região de Campinas, de quadrilhas que utilizaram metralhadoras de calibre.50 --armamento empregado para derrubar aeronaves-- para interceptação de veículos em rodovias.

Investigações do Ministério Público de São Paulo também identificaram grupos com ligação com a facção criminosa PCC agindo exclusivamente nesse tipo de assalto.

Um dos motivos, segundo os policiais, é o fato de que a região é um importante polo tecnológico e também corredor por onde passam cargas valiosas.

Estima-se que metade das cargas valiosas do Estado passem por ali.

A própria Samsung, atacada agora, já foi vítima de ação criminosa no ano passado, quando foram levados 900 celulares.

A carga, recuperada parcialmente mais tarde, estava estimada em R$ 1,4 milhão.

Há ainda registro de crimes praticados contra empresas como LG e Dell, também na região.

Nos primeiros cinco meses deste ano, os roubos de carga na região de Campinas tiveram pequena queda (3%) em relação ao mesmo período de 2013 (de 235 para 228 registros).

O Estado, por outro lado, registrou aumento de 17%. Nos primeiros cinco meses, foram registrados 3.642 casos, ante 3.112 do mesmo período de 2013.

DIVERGÊNCIA

Embora o crime desta segunda (7) tenha sido praticado por quadrilha especializada, pode não ser contabilizado nas estatísticas como roubo de carga.

Isso porque há divergência entre policiais sobre resolução publicada no ano passado pelo governo paulista (SSP 81/2013).

Para alguns, essa definição de roubo de carga só se configuraria se o material, mesmo no depósito da empresa, estivesse sob responsabilidade da transportadora. Como isso não ocorreu no ataque à Samsung, o caso deverá ser registrado como roubo a estabelecimento e considerado assalto comum.

 

Bando invade Samsung, faz reféns e leva 7 caminhões de eletrônicos


Carga que inclui tablets e smartphones é avaliada em R$ 80 mi pela polícia e em R$ 14 mi pela empresa Segundo a polícia, 200 pessoas foram rendidas em Campinas (SP); empresa diz que havia 50 funcionários na hora

JULIANA COISSI/LUCAS SAMPAIO
 
DE CAMPINAS
 
Em uma ação criminosa considerada ousada pela polícia, uma quadrilha especializada em roubo de cargas levou um lote milionário de produtos eletrônicos da fábrica da Samsung em Campinas (a 93 km de São Paulo) na madrugada de segunda-feira (7).

Segundo a polícia, a carga roubada, que precisou de sete caminhões para ser transportada, está avaliada em R$ 80 milhões. A Samsung fala em R$ 14 milhões.

Os ladrões invadiram o local, fizeram os funcionários reféns durante cerca de três horas e roubaram cerca de 40 mil equipamentos eletrônicos --como smartphones e tablets. Ninguém ficou ferido.

Segundo a polícia, um grupo de assaltantes abordou uma van que levava funcionários para a fábrica, que fica às margens da rodovia D. Pedro 1º (SP-065), e utilizou o veículo para entrar no complexo, entre meia-noite e 1h.

Eles renderam os seguranças, confiscaram as armas e equipamentos de comunicação e ordenaram que fingissem que continuavam a trabalhar normalmente.

Em seguida, outro grupo entrou na fábrica com sete caminhões, que foram carregados com os produtos.

Segundo o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, Carlos Henrique Fernandes, de oito a dez bandidos participaram da ação e 200 pessoas ficaram reféns. A Samsung, porém, disse que havia 50 funcionários na fábrica na hora do assalto.

O delegado disse investigar uma possível participação de funcionários no roubo.

"Dificilmente um crime dessa magnitude, com as informações que a quadrilha tinha, poderia ser praticado sem a colaboração de alguém internamente que sabe toda a rotina", afirmou.

O horário escolhido era próximo da troca de turnos.

TRANQUILIDADE

Os bandidos não fizeram ameaças nem apontaram armas para os funcionários.

Segundo o delegado, o clima era de tranquilidade, a ponto de alguns funcionários demorarem a notar o roubo.

Os caminhões deixaram o local por volta das 3h em sentidos distintos, pelas diversas rodovias da região. Alguns funcionários foram levados junto e depois liberados.

Em nota, a empresa disse que está "muito preocupada com este incidente" e que colabora com as investigações.

A polícia analisa imagens de câmeras de segurança da fábrica e pedirá imagens das rodovias às concessionárias que atuam na região.

Nesta segunda, foram ouvidos funcionários da Samsung e da empresa responsável pela segurança.

Até a conclusão desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso nem a carga recuperada pela polícia.

O coordenador do grupo de prevenção a roubos de carga da Abinee (associação da indústria eletrônica), Fábio Barbosa, afirmou que a invasão a empresas de alta tecnologia assusta o setor.

Ele disse que é preciso aprimorar o trabalho entre empresas e a polícia. "Os bandidos se atualizam", afirmou.

A região de Campinas vem sendo chamada de "triângulo das bermudas" de cargas milionárias devido ao crescimento no número de casos.

Além de muitas fábricas de eletrônicos e de alto valor agregado, a região tem o aeroporto de Viracopos e diversas rodovias, que facilitam a fuga após os crimes.

A Samsung tem, além da unidade de Campinas, outra fábrica no Brasil, em Manaus.

 

Ler também: http://logisticaafundo.blogspot.com.br/2014/07/roubo-de-carga-e-problema-na-area-de.html

terça-feira, 8 de julho de 2014

Codesp quer organizar acesso de caminhões com contêineres vazios


Por Fernanda Balbino

Organizar e coordenar o acesso de caminhões que transportam contêineres vazios no Porto de Santos são duas das metas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para dar maior fluidez ao trânsito no cais santista. Para isto, a estatal aposta na utilização de uma área na Alemoa, que vai ser transformada em um pátio para o estacionamento de caminhões com cerca de 800 vagas. O projeto do empreendimento será concluído em 90 dias.

Caminhoneiros autônomos que transportam contêineres vazios no cais santista se queixam, há muito tempo, da falta de locais para estacionar os veículos quando não estão trabalhando. A reclamação gira em torno da insegurança e dos riscos de furtos de peças dos caminhões. Por outro lado, moradores também reclamam dos veículos estacionados pelas ruas da Cidade.

“O contêiner vazio sempre foi um problema. Quando um navio chega e fala que tem 500 contêineres vazios, aparecem uns mil caminhões. Gente de tudo que é lado, que fica estacionada na Cidade para buscar esses contêineres. Não tem agendamento. Vamos organizar esse processo também. Se você me perguntar hoje como nós vamos organizar isso, eu digo que ainda não sei, eu não tenho resposta ainda. Mas tenho algumas ideias. Então vamos discutir com eles e vamos organizar”, afirmou Luís Cláudio Santana Montenegro, diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp.

 


 


 

A ideia do executivo é manter os caminhões no estacionamento até que eles estejam agendados para fazer a retirada de um contêiner. Mas para isto, ainda é necessário garantir as vagas dos veículos.

O plano da Codesp é utilizar o terreno da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) na Alemoa. A área foi entregue pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) à Docas em abril do ano passado, justamente para se tornar um pátio de veículos de carga.

Na semana passada, a estatal iniciou a elaboração do projeto para a utilização do terreno. O plano do diretor de Planejamento será concluído até setembro.

Segundo os caminhoneiros, 800 veículos podem ser estacionados na área. Outros também podem ser guardados na antiga área da empresa de transportes Lloydbratti, na Ponta da Praia, também repassada pela SPU à Docas. Para lá, foram encaminhados os caminhões que passaram uma semana em uma área da Codesp, no Macuco, invadida no final do mês passado.

“O caminhão não vai mais ficar por aí esperando. Ele tem que estar lá para, de lá, sair para buscar um contêiner. É rotativo. Não sabemos se cabe todo mundo, mas vamos estudar. Acho que tem capacidade – não sei se para resolver o problema, mas vai ajudar muito”, afirmou Montenegro.

Exploração


Sobre a utilização do terreno da Alemoa, o diretor afirmou que irá “fazer o estudo de projeto para aquela área e vamos entregar em cerca de três meses. Não sei se será uma exploração por nós mesmos, se a gente vai fazer um arrendamento daquilo ou se vai ser por uma cooperativa. Ainda não sei como vai ser a exploração, mas o projeto conceitual da organização nós vamos criar”.

Segundo Montenegro, a Docas encaminhou um pedido ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que não seja necessário o Licenciamento Ambiental da área da Alemoa. Isto porque, apesar de ser um manguezal, ela está dentro da área operacional do Porto de Santos.