Carga que inclui tablets e smartphones é
avaliada em R$ 80 mi pela polícia e em R$ 14 mi pela empresa Segundo a polícia,
200 pessoas foram rendidas em Campinas (SP); empresa diz que havia 50
funcionários na hora
JULIANA COISSI/LUCAS SAMPAIO
DE CAMPINAS
Em uma ação criminosa considerada ousada pela polícia, uma quadrilha especializada em roubo de cargas levou um lote milionário de produtos eletrônicos da fábrica da Samsung em Campinas (a 93 km de São Paulo) na madrugada de segunda-feira (7).
DE CAMPINAS
Em uma ação criminosa considerada ousada pela polícia, uma quadrilha especializada em roubo de cargas levou um lote milionário de produtos eletrônicos da fábrica da Samsung em Campinas (a 93 km de São Paulo) na madrugada de segunda-feira (7).
Segundo a polícia, a carga roubada, que precisou
de sete caminhões para ser transportada, está avaliada em R$ 80 milhões. A
Samsung fala em R$ 14 milhões.
Os ladrões invadiram o local, fizeram os
funcionários reféns durante cerca de três horas e roubaram cerca de 40 mil
equipamentos eletrônicos --como smartphones e tablets. Ninguém ficou ferido.
Segundo a polícia, um grupo de assaltantes
abordou uma van que levava funcionários para a fábrica, que fica às margens da
rodovia D. Pedro 1º (SP-065), e utilizou o veículo para entrar no complexo,
entre meia-noite e 1h.
Eles renderam os seguranças, confiscaram
as armas e equipamentos de comunicação e ordenaram que fingissem que
continuavam a trabalhar normalmente.
Em seguida, outro grupo entrou na fábrica
com sete caminhões, que foram carregados com os produtos.
Segundo o delegado titular da DIG
(Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, Carlos Henrique Fernandes, de
oito a dez bandidos participaram da ação e 200 pessoas ficaram reféns. A
Samsung, porém, disse que havia 50 funcionários na fábrica na hora do assalto.
O delegado disse investigar uma possível
participação de funcionários no roubo.
"Dificilmente um crime dessa
magnitude, com as informações que a quadrilha tinha, poderia ser praticado sem
a colaboração de alguém internamente que sabe toda a rotina", afirmou.
O horário escolhido era próximo da troca
de turnos.
TRANQUILIDADE
Os bandidos não fizeram ameaças nem
apontaram armas para os funcionários.
Segundo o delegado, o clima era de
tranquilidade, a ponto de alguns funcionários demorarem a notar o roubo.
Os caminhões deixaram o local por volta
das 3h em sentidos distintos, pelas diversas rodovias da região. Alguns
funcionários foram levados junto e depois liberados.
Em nota, a empresa disse que está
"muito preocupada com este incidente" e que colabora com as
investigações.
A polícia analisa imagens de câmeras de
segurança da fábrica e pedirá imagens das rodovias às concessionárias que atuam
na região.
Nesta segunda, foram ouvidos funcionários
da Samsung e da empresa responsável pela segurança.
Até a conclusão desta reportagem, nenhum
suspeito havia sido preso nem a carga recuperada pela polícia.
O coordenador do grupo de prevenção a
roubos de carga da Abinee (associação da indústria eletrônica), Fábio Barbosa,
afirmou que a invasão a empresas de alta tecnologia assusta o setor.
Ele disse que é preciso aprimorar o
trabalho entre empresas e a polícia. "Os bandidos se atualizam",
afirmou.
A região de Campinas vem sendo chamada de
"triângulo das bermudas" de cargas milionárias devido ao crescimento
no número de casos.
Além de muitas fábricas de eletrônicos e
de alto valor agregado, a região tem o aeroporto de Viracopos e diversas
rodovias, que facilitam a fuga após os crimes.
A Samsung tem, além da unidade de
Campinas, outra fábrica no Brasil, em Manaus.
Ler também: http://logisticaafundo.blogspot.com.br/2014/07/roubo-de-carga-e-problema-na-area-de.html
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